Versando sobre o mundo e a política!
Sexta-feira, Julho 29, 2005
CHEIRO DE ORÉGANO NO AR!!!
"...Severino (...) afirmou que recebeu anteontem em sua residência parlamentar alguns deputados - ele não quis citar os nomes - e que foi cogitado um acordo sobre a possibilidade de Costa Neto retirar a representação.
Caso as representações entrem no Conselho de Ética, nenhum destes deputados citados poderá mais renunciar ao seu mandato parlamentar para evitar a cassação e a perda dos direitos políticos.
Se houver um acordo e Valdemar Costa Neto retirar a representação contra Jefferson, o petebista poderia não entrar com as representações contra os deputados citados. Assim, evitaria um possível processo de cassação aos parlamentares.
Severino afirmou que pode haver um acordo, mas que a intenção não é isentar ninguém de culpa. 'Eu irei cumprir o regimento da Casa. Serão punidos aqueles que tiverem alguma coisa a pagar. Eles irão sofrer a pena de acordo com o seu delito.'..." [quem é assinante UOL pode ler a matéria completa clicando aqui]
postado por: NOOS 7/29/2005 04:01:12 PM
LAMA... LAMAS... JACINTO LAMAS...
Ou, espirrou pra todo lado. E agora José?!?!?
Via:Folha Brasil - Sexta-Feira - 29/07/2005
ESCÂNDALO DO "MENSALÃO"/HORA DAS PROVAS
Publicitário avalizou empréstimo feito no Banco Rural por Cláudio Mourão, que trabalhou na campanha e no governo de Eduardo Azeredo
Valério foi avalista de tesoureiro tucano
Por: ELVIRA LOBATO - ENVIADA ESPECIAL A BELO HORIZONTE
O empresário mineiro Marcos Valério Fernandes de Souza e seu sócio na agência de publicidade SMPB Comunicação Cristiano Paz avalizaram um empréstimo de mais de R$ 200 mil do tesoureiro da campanha do tucano Eduardo Azeredo para o governo de Minas Gerais em 1998, Cláudio Roberto Mourão da Silveira.
O empréstimo foi concedido, em 2001, pelo Banco Rural, mesma instituição financeira que liberou empréstimos a Marcos Valério e ao PT, com aval do publicitário, para financiamento de candidatos do partido e da base aliada do governo.
Mourão não pagou a dívida, que foi cobrada judicialmente pelo Banco Rural. Documento obtido pela Folha no 1º Cartório de Registro de Títulos e Documentos de Belo Horizonte mostra que a dívida somava R$ 217.631,22, em março de 2001, quando Marcos Valério foi notificado do atraso. Os sócios da SMPB figuraram no contrato de empréstimo como garantidores e devedores solidários.
O Banco Rural foi à Justiça para cobrar a dívida em outubro de 2002, quando o valor já estava em R$ 284,7 mil. A ação correu na 12ª Vara Cível de Belo Horizonte. Em outubro de 2003, as partes fizeram um acordo.
O empresário Cristiano Paz afirmou, por intermédio de sua assessoria, que figurou como avalista no empréstimo a pedido de Marcos Valério e que acredita que a dívida tenha sido quitada por seu sócio no acordo judicial. Marcos Valério, procurado pela reportagem, não quis dar declarações sobre o fato. Cláudio Mourão não foi localizado.
Sumiço
Desde que veio à tona a existência de um esquema paralelo de financiamento na campanha de Azeredo, em 1998, a reportagem tenta localizar Cláudio Mourão, sem sucesso, em Belo Horizonte. Segundo conhecidos dele, teria se mudado para um endereço não revelado em São Paulo.
O PSDB de Minas diz que ele não é filiado ao partido e que desconhece seu paradeiro.
Cláudio Mourão foi secretário de Administração no governo de Azeredo (1995-1998) e tesoureiro da campanha de Eduardo Azeredo e seu vice, Clésio Andrade, atual vice-governador do Estado.
A única manifestação feita por Mourão, até agora, a respeito dos depósitos feitos pela SMPB para políticos, no primeiro e segundo turnos da eleição de 1998, foi uma nota assinada com o deputado federal Ibrahim Abi-Ackel (PP-MG), em que reconheceu ter orientado a agência de publicidade a efetuar os depósitos.
Relator da CPI do Mensalão, Abi-Ackel recebeu R$ 100 mil da empresa de Marcos Valério, naquela eleição. Na nota conjunta com o ex-tesoureiro, o deputado disse que a contribuição tinha sido feita pelo "'setor financeiro da campanha majoritária de Eduardo Azeredo e Clésio Andrade" por ordem de Mourão e que, naquela época, não pesavam suspeitas sobre a SMPB.
O envolvendo do ex-tesoureiro de Azeredo no esquema paralelo de financiamento da campanha foi reafirmado pelo ex-deputado federal Carlos Cotta (PTB-MG), vice-presidente da Caixa Econômica Federal. O nome dele aparece em manuscritos do ministro Walfrido Mares Guia, que participou da coordenação da campanha de Azeredo, como responsável por administrar R$ 1,6 milhão de gastos na capital mineira e região metropolitana.
Cotta disse que fez parte da equipe de campanha de Eduardo Azeredo e Clésio Andrade, mas apenas como coordenador político. Disse ainda que Mourão, na condição de presidente da comissão financeira, era responsável pela elaboração e execução dos custos de campanha.
Azeredo perdeu a eleição de 1998 para o ex-presidente Itamar Franco. Atualmente é senador e presidente em exercício do PSDB. Azeredo afirmou, em mais de uma ocasião, ter sido surpreendido com as notícias sobre o financiamento de sua campanha para reeleição em Minas Gerais.
Colaboraram JOSÉ MASCHIO, THIAGO GUIMARÃES e PAULO PEIXOTO, da Agência Folha, em Belo Horizonte
[comentário do editor do Blog: vai ter 'acordão'. Conhecido pela alcunha de PIZZA. Podem escrever!!!]
Leia mais sobre no Blog do Noblat
postado por: NOOS 7/29/2005 11:58:04 AM
Quinta-feira, Julho 28, 2005
LAMA... LAMAS... JACINTO LAMAS!!!
VISANET E TELES DE DANTAS FIZERAM 2/3 DE DEPÓSITOS À DNA NO BB... Ou a mídia está até o pescoço!!!
Via: UOL - Últimas Notícias - 27/07/2005
Por: Ricardo Amaral e Natuza Nery
Nos últimos cinco anos, 27 empresas depositaram R$ 159 milhões em uma conta da DNA Propaganda, de Marcos Valério, no Branco do Brasil. O principal depositante individual é a Visanet, com aportes que alcançam R$ 44,217 milhões. A Telemig Celular e a Amazônia Celular, controladas pelo Opportunity, de Daniel Dantas, fizeram nove depósitos que somam R$ 61,3 milhões. Empresas como a Fiat e a Eletronorte também aparecem nos dados levantados pela CPI dos Correios.
REUTERS (Em Brasília) - Três empresas de telefonia ligadas ao Opportunity, de Daniel Dantas, e o consórcio controlador dos cartões Visanet foram identificados pela CPI dos Correios como origem de mais de dois terços dos depósitos de terceiros recebidos no Banco do Brasil pela DNA Propaganda Ltda.
A DNA é uma das empresas com participação acionária de Marcos Valério Fernandes de Souza, acusado de ser operador do suposto pagamento de propinas a políticos conhecido como "mensalão".
Um levantamento feito pela CPI foi entregue à Reuters na noite de terça-feira por um parlamentar, com o compromisso de não ser identificado. O documento mostra que a conta 601.999 da DNA Propaganda na agência 3608 do Banco do Brasil (BB) recebeu no período analisado (últimos cinco anos) R$ 230 milhões em depósitos.
A própria DNA abasteceu a conta com depósitos e transferências que somam R$ 71 milhões. Os demais R$ 159 milhões resultam de depósitos de 27 empresas, na maioria identificadas como clientes ou empresas de comunicação, e de órgãos do governo de Minas Gerais.
O maior depósito individual de uma empresa para a DNA, no valor de R$ 44,217 milhões, tem como origem a Companhia Brasileira de Meios de Pagamento, segundo o relatório da CPI.
Trata-se de uma associação criada em 1995 pela Visa Internacional, Banco do Brasil, Bradesco e Banco Real, responsável pelos cartões de pagamento eletrônico Visanet.
A assessoria de imprensa da DNA informou que a agência detém, desde 1994, a conta publicitária dos cartões de crédito do Banco do Brasil, que operam pelo sistema Visanet.
Outra operadora de cartões, a Servinet, depositou R$ 6,4 milhões. A Redecard fez dois depósitos que somam R$ 144 mil.
A Telemig Celular e a Amazônia Celular, controladas pelo Opportunity, fizeram nove depósitos que somam R$ 61,3 milhões. Outra controlada do Opportunity, a Brasil Telecom, fez um depósito de R$ 823 mil.
A estatal Eletronorte fez três depósitos que somam R$ 16,5 milhões. O governo de Minas Gerais fez depósitos na conta da DNA por meio de sua conta única, da Secretaria de Fazenda e da Secretaria de Saúde, no valor de R$ 2,7 milhões.
Prestação de serviços
A assessoria de imprensa da DNA disse à Reuters que os depósitos correspondem ao pagamento pela prestação de serviços a essas empresas, incluindo criação, produção e veiculação de publicidade. Segundo a assessoria, a DNA tem condições de provar a execução de todos os serviços.
O levantamento da CPI também inclui três depósitos da Fiat Automóveis, totalizando R$ 4,6 milhões. A assessoria da DNA informou que a agência fez trabalhos de publicidade para a Fiat até abril deste ano.
Dois depósitos da Construtora Norberto Odebrecht totalizam R$ 149 mil e também referem-se a prestação de serviços de publicidade, segundo a assessoria da agência DNA.
O Sistema Pitágoras de Ensino depositou R$ 186 mil. A família do ministro do Turismo, Walfrido Mares Guia, é acionista da empresa, que também é cliente da DNA Propaganda.
Empresas de comunicação
O relatório da CPI identificou dois depósitos da TV Globo, somando R$ 3,6 milhões, e dois da Globosat, que somam R$ 180 mil. A assessoria da DNA disse que nos dois casos os depósitos correspondem ao pagamento de comissões e bônus pela veiculação de publicidade em emissoras de televisão aberta e a cabo.
A Editora Abril é identificada como responsável por um depósito de R$ 303 mil reais.
O relatório da CPI demonstra que a DNA também fez transações bancárias com as empresas de comunicação Folha da Manhã (Folha de S. Paulo), Ogilvy Brasil, Grupo Três (IstoÉ), For Comunicação, Símbolo Editora e Editora JB (Jornal do Brasil e Gazeta Mercantil).
O relatório informa que a DNA autorizou transferências eletrônicas (TEDs) para a Folha da Manhã, Editora JB e Grupo Três que, por algum tipo de erro, foram devolvidas à conta da agência e contabilizadas como depósitos. A assessoria da DNA informou que compra regularmente espaço publicitário dessas empresas para seus diversos clientes. [nota: o grifo nas empresas de comunicação é do editor do Blog. Só pra mostrar que esse povinho está de Lama, ou Lamas, até o pescoço...]
postado por: NOOS 7/28/2005 09:36:06 AM
Quarta-feira, Julho 27, 2005
A INEXORÁVEL DESCONSTRUÇÃO DE LULA!!!
"A imprensa trabalha para desconstruir Lula, para deixá-lo só, sem uma base partidária e sem condições de consolidar uma aliança que lhe desse a possibilidade de lutar pela reeleição. Quer lhe ensinar uma lição de História: lugar de operário é ao pé da máquina. Quer fazê-lo ver que a eleição de 2006, mesmo que ele chegue lá com a popularidade preservada, será um massacre, porque a massa vai votar naquele que ficar bem na TV." [leia mais]
postado por: NOOS 7/27/2005 04:07:32 PM
Quarta-feira, Julho 06, 2005
DEMOROU PARA A LAMA RESPINGAR - PSDB SOB SUSPEITA 1!!!
Via: Folha Brasil - 06/07/2005
Em fita, Paschoal Thomeu cita suposto favorecimento de Alckmin; ontem, disse que tentou evitar assédio do PFL
Deputado diz que trocou voto por "ajuda"
Por: LAURA CAPRIGLIONE - DA REPORTAGEM LOCAL
Uma fita gravada a que a reportagem da Folha teve acesso reproduz diálogo telefônico entre o deputado estadual Romeu Tuma Jr. (PMDB-SP) e o também deputado Paschoal Thomeu (PTB-SP). Na conversa, ocorrida às vésperas da eleição do novo presidente da Assembléia Legislativa paulista, em 15 de março deste ano, Tuma Jr. tenta conquistar o voto de Thomeu para o candidato Rodrigo Garcia, do PFL, que disputava o posto com o deputado Edson Aparecido, do PSDB e preferido do governador Geraldo Alckmin.
Thomeu, gravado, descarta o voto em Garcia e afirma que votará em Edson Aparecido. Alega que o governador Geraldo Alckmin prometeu-lhe ajuda: Thomeu diz que suas "seis firmas" estão "em situação muito difícil"; Que está vendendo "umas terras pra CDHU", a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano, empresa do governo estadual, vinculada à Secretaria da Habitação; Que não pode "cuspir no prato" em que come; Que o governador em pessoa, e não um intermediário, prometeu-lhe ajuda.
Questionado ontem sobre a conversa, Thomeu confirmou-a e lembrou-se de frases inteiras. Disse, contudo, que estava apenas tentando se livrar do assédio dos aliados de Rodrigo Garcia, como o deputado Romeu Tuma Jr.
O deputado Romeu Tuma Jr. recusou-se a comentar o conteúdo da gravação. Eleito em maio corregedor parlamentar na Assembléia, Tuma Jr. disse que só falará sobre o assunto depois da publicação da reportagem. E encerrou a conversa: "Não esqueça de dizer que nessa história toda eu fui vítima. Eu fui o grampeado."
CPIs na gaveta
No dia 15 de março, como antecipava a conversa entre os dois deputados, Thomeu votou em Edson Aparecido. Tuma Jr. cravou Rodrigo Garcia. No placar geral, o dissidente Garcia foi eleito presidente por 48 votos a 46, ou 50% mais um dos votos da casa.
A disputa pela presidência da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo foi renhida. O PSDB presidia o Legislativo paulista desde 1995, quando Mario Covas (1930-2001) foi eleito governador pela primeira vez.
Na conversa gravada, Tuma Jr. tentou convencer Paschoal Thomeu a votar em Rodrigo Garcia, alegando: "A gente vai criar uma independência."
O mote da "independência" explica-se. Até o dia da eleição do presidente da Assembléia, havia 48 pedidos de constituição de comissões parlamentares de inquérito parados na Assembléia.
Hoje, já são 57 os pedidos de CPIs. A metade delas destina-se a apurar ações do Executivo. Mas as investigações não prosperam. A última CPI instalou-se na casa em junho de 2001.
Com a eleição de Garcia, partidos como PT, PMDB, PC do B, que se opõem a Alckmin, esperavam contar com uma ajuda extra para levar adiante essas CPIs.
O entusiasmo petista com a derrota de Edson Aparecido ficou claro pelas reações que se seguiram. Logo depois da votação, os deputados petistas fizeram uma confraternização para celebrar a derrota do governador, e o presidente nacional do PT, José Genoino, chegou a telefonar para o líder de seu partido na Assembléia Legislativa, Cândido Vaccarezza, cumprimentando-o pela derrota tucana.
"Situação difícil"
A "situação difícil" mencionada pelo deputado Paschoal Thomeu na conversa gravada é de conhecimento geral na Assembléia. Roseli Thomeu, filha do deputado, não faz segredo da situação financeira da família: "Nossas empresas estão deficitárias. Já foram 30 empresas, com 3.400 funcionários. Hoje, são só três empresas e uma marca, e 180 funcionários. Meu pai mora em um apartamento alugado, por causa das dívidas com bancos."
Roseli Thomeu disse que a família tem seis grandes áreas na região de Guarulhos, "e as seis estão à venda". Também confirma que a área de 753.580 metros quadrados que constitui o "Sítio do Vovô", de posse da família Thomeu há 40 anos, está sendo negociada. A propriedade é avaliada em R$ 30 milhões e fica no bairro de Bonsucesso, na periferia de Guarulhos.
Roseli, entretanto, afirma que o "Sítio do Vovô" deve ser vendido para um grupo particular, que pretende loteá-lo. Diz já ter formalizada a oferta, e que a opção para negociação assinada entre a família Thomeu e o grupo está em vigor, tendo vencido em 29 de junho, com prorrogação por mais 30 dias. Não há garantia da consumação da venda.
Thomeu afirma que conversa foi desculpa para não magoar Tuma
O deputado Paschoal Thomeu, que aparece na gravação, diz ter "inventado uma desculpa" para seu "amigo do peito" Romeu Tuma Júnior. "Sabe quando você não quer magoar um amigo e inventa uma história?"
Segundo Thomeu, os dias que antecederam a eleição do novo presidente da Assembléia Legislativa de São Paulo foram marcados pelo assédio dos cabos eleitorais de ambos os lados. "Mas eu voto com o governador sempre, não seria agora que mudaria."
Na gravação, Thomeu diz que o Alckmin prometeu-lhe ajuda para vender terras para a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano e que não poderia cuspir no prato em que come.
Thomeu prossegue: "A única forma de me livrar dos defensores da candidatura [do dissidente Rodrigo Garcia] foi dizendo isso, que eu não podia faltar ao governador que tanto estava me ajudando".
postado por: NOOS 7/6/2005 10:41:39 AM
Sexta-feira, Julho 01, 2005
DA SÉRIE: PROMESSAS DE CAMPANHA JÁ CUMPRIDAS!!!
A promessa: Vamos acabar com a "indústria da multa" instalada pela Marta e pelo PT!
A realidade: Serra amplia em 152% número de radares.
Via: Folha cotidiano - 1 de julho de 2005
SERRA AMPLIA EM 152% NÚMERO DE RADARES
Quantidade de lombadas eletrônicas também aumentará; equipamentos terão tecnologia para flagrar desrespeito ao rodízio
Por: CLAYTON FREITAS - DO "AGORA" e ALENCAR IZIDORO - DA REPORTAGEM LOCAL
O governo José Serra (PSDB) vai aumentar em 152,5% a quantidade de radares fixos e em 53% a de lombadas eletrônicas em São Paulo que, além da velocidade, terão tecnologia capaz de flagrar desrespeito ao rodízio de veículos.
O reforço faz parte de um plano de mudanças no trânsito na gestão tucana que abrange também a ampliação de pontos onde os motoristas serão vigiados e a presença de um fiscal de trânsito a cada dois quilômetros em 10% dos 15,5 mil km de vias paulistanas.
As mudanças já começaram a ser articuladas pela Secretaria dos Transportes, que anunciou no "Diário Oficial" a realização de concorrência pela qual pretende contratar 101 radares fixos e 153 lombadas eletrônicas -hoje eles são 40 e 100, respectivamente.
O salto de 140 para 254 no número desses equipamentos fotográficos tende a incrementar a quantidade de multas, ao menos inicialmente, e será acompanhado de mudanças nos critérios de remuneração das operadoras.
Os editais para a contratação dos novos aparelhos vão ser lançados no dia 11 de julho. Os 40 radares móveis existentes, que ficam em cima de tripés, não sofrerão alteração por enquanto porque, diferentemente dos demais, seu contrato vigora até 2006.
O projeto prevê ainda maior revezamento dos radares chamados de fixos pela cidade. Os 101 aparelhos poderão ser instalados, dependendo da semana, em 300 pontos diferentes -hoje são 120.
O contrato dos radares fixos, feito com a Engebras, vence hoje. O das lombadas eletrônicas, a cargo do consórcio Perkons/Consladel, venceu no dia 24 de junho.
Para não deixar São Paulo sem fiscalização, será assinado um contrato emergencial com a Engebras e a Perkons. O secretário de Transportes de Serra, Frederico Bussinger, diz que a Consladel ficou de fora porque seus contratos estão passando por investigação pela prefeitura. "É uma empresa que está sobre sindicância da prefeitura", disse Bussinger.
A empresa é investigada pelo Ministério Público desde que a revista "Veja" publicou que seu proprietário comandava um esquema de propina na gestão da ex-prefeita Marta Suplicy (PT). Todos os envolvidos negam.
Na nova licitação, as empresas prestadoras do serviço, que hoje ganham a cada multa aplicada e efetivamente paga pelos infratores (ou seja, por produtividade), receberão uma espécie de "aluguel" pelo equipamento, com um valor fixo predeterminado.
O valor médio de remuneração mensal de cada radar fixo, segundo Bussinger, é de R$ 26 mil. A meta é reduzir para até R$ 21 mil. O secretário não informou quanto é a remuneração mensal média paga pelo serviço de lombadas eletrônicas, mas pretende pagar até R$ 15 mil ao mês.
Propaganda oficial
O reforço na fiscalização eletrônica, cujo prazo dependerá do andamento da licitação, integra um projeto de monitoramento 24 horas das vias com maior circulação, batizado pela gestão Serra de SVE (Sistema Viário Estratégico).
Ele abrange 1.500 km de vias que, segundo Bussinger, receberão um "tratamento de primeira qualidade". Ao falar pela primeira vez à Folha sobre esse projeto, ele usou como referência as rodovias paulistas sob concessão privada.
O SVE, segundo a propaganda oficial, contemplará painéis eletrônicos para orientar os motoristas sobre as condições do trânsito, semáforos inteligentes, pavimento diferenciado, sem buracos, e terá como parâmetro a presença de um marronzinho da CET a cada dois quilômetros nos horários de maior movimento de veículos.
O programa tucano diz que 100 km do total serão adotados ainda em 2005. O restante, até julho de 2008. A idéia, segundo Bussinger, é eliminar interferências para facilitar a fluidez dos carros e reduzir os congestionamentos.
O secretário diz que a intenção é que esses 1.500 km sejam totalmente monitorados e operados. Hoje a CET consegue "olhar" -com câmeras e PACs (postos de campo que ficam em cima dos prédios)- aproximadamente um terço desse montante.
Antes mesmo da implantação do SVE e dos novos radares, a administração tucana, que teve a melhoria do trânsito como uma de suas promessas, começou a fazer uma série de alterações menores que vão na mesma direção.
Por exemplo, decidiu retirar mais de cem funcionários da CET que estavam fazendo serviços internos -dentro dos edifícios da empresa- para atuar nas ruas a partir de julho. Os pontos de fiscalização do rodízio no centro expandido saltou de 40 para 350.
O sucateamento da CET, entretanto, ainda permanece, com a falta até mesmo de cones para fazer faixa reversível, conforme mostrou a Folha no mês passado.
postado por: NOOS 7/1/2005 11:50:33 AM
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